Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 26/09/2019

Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra’’. De forma análoga a esse trecho do Carlos Drummond de Andrade, a falta de ações governamentais para reduzir a gravidez na adolescência também é uma ‘‘pedra’’ para a sociedade brasileira, uma vez que os jovens e sua família não estão preparados para essa responsabilidade, consequentemente, acarreta em vários problemas para a vida dessas pessoas. Diante dessa perspectiva, é imprescindível que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática, por meio da análise das causas e consequências.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a negligência da mídia e do governo em conscientizar a população sobre educação sexual é uma das principais causas de gravidez na adolescência. Conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de modo que essa ação possa ser uma prática universal que não gere danos ao coletivo. Seguindo esse viés, o descaso do estado vai de encontro a ética kantiana, dado que, se todos forem negligentes uns com os outros, a sociedade entraria em desequilíbrio, uma vez que ninguém teria empatia pelo próximo e nem daria o devido valor a nada. Assim o posicionamento das maiores autoridades do Brasil e dos veículos de mídia torna-se contestável.

Outrossim, faz-se mister salientar as consequências da problemática em questão na vida das pessoas. Consoante as informações e os dados do drauziovarella.uol, 20% dos casos de mortalidade infantil são de bebês precoces de mulheres jovens, e a gravidez na adolescência pode ocasionar em problemas na vida da gestante e perpetuação de um ciclo de pobreza e exclusão social, além ser mais frequente com garotas menos abastadas. Com base nisso, a gravidez na juventude deve ser evitada e combatida, por causar os malefícios na vida dessas pessoas.

Destarte, o Ministério da Educação deve fazer projetos que visem conscientizar os jovens sobre educação sexual, mediantes palestras administradas por profissionais, e implementação de aulas extras sobre educação sexual, além da abordagem da problemática nos livros didáticos, com o intuito de fazer com que os jovens estejam conscientes de suas ações e consequências, e evitem ficar grávidos. Outrossim, os veículos de mídia, por meio da sua influência, deve esclarecer a população sobre as adversidades da gravidez na adolescência, com o intuito de informar as massas, principalmente pais e filhos, sobre a problemática em questão. Assim, espera-se que a ‘‘pedra’’ seja removida do caminho.