Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 26/09/2019

O psicanalista Freud ganha proeminência ao dissertar que a puberdade desenvolve a maturidade sexual. Nesse sentido, a questão da gravidez na adolescência abrange tanto um aspeto cultural quanto biológico. Por isso ações governamentais que visem a redução das gravidezes, por vezes indesejadas, mediante a articulação com a família, tornam-se necessárias para solucionar os problemas concernentes dessa conjuntura.

A princípio, o certame da desigualdade social norteia o presente cenário. Prova disso é a maior incidência de concepções precoces entre as adolescentes provenientes de classe baixa, já que, por negligências estatais, não dispõem, por vezes, dos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988, como à saúde e à educação de qualidade. Por conseguinte, a falta de acesso à escola tende a retardar os processos de formação social e intelectual dos jovens , além de perpetuar os ciclos de pobreza, já que a ausência de instruções e conhecimentos acerca da educação sexual, inclina-se a provocar a gravidez e a formação de famílias desestruturadas. Todo esse contexto corrobora a necessidade de políticas públicas direcionadas à retração dessa problemática.

Há, também, de se destacar a questão biológica da gravidez. A esse respeito, o desenvolvimento sexual da mulher  ao atingir a adolescência  é acompanhado de grande pressão hormonal, que impulsiona o interesse por relações sexuais que ,sem as devidas precauções, induzem à gravidez. Fundamentado nisso, nota-se a necessidade do desenvolvimento dos centros de saúde, que têm por funções , dentre outras, fornecer informações e assistência aos jovens, ao realizar campanhas de conscientização para o uso de preservativos, visando prevenir além da gravidez, Doenças  Sexualmente Transmissíveis (DSTs). À vista disso, medidas devem ser implementadas para suprir as demandas imprescindíveis à redução da maternidade precoce.

Logo, a fim de conter essa problemática, deve o Estado ,na figura do Ministério da Saúde, investir no aumento quantitativo de unidades de atendimento, principalmente em regiões carentes e organizar projetos de visita domiciliar com médicos e psicólogos, para que os adolescentes tenham o acompanhamento necessário ao seu desenvolvimento. Além disso, as escolas devem realizar círculos de debate - com pais, docentes e estudantes  - para informar e conscientizar sobre as particularidades da gravidez precoce. Assim, será possível resolver o problema estrutural e daí reduzir o supracitado óbice.