Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/09/2019
No filme “Juno”, é abordado a história de uma adolescente de 16 anos que acaba engravidando de seu vizinho, o que causa grande impacto em sua vida, já que ela se julga incapaz de lidar com a situação e imatura demais para ser mãe. Fora da ficção, os casos de gravidez na adolescência, também são um problema presente na sociedade atual brasileira, e, por isso, urgem que ações governamentais sejam tomadas para reduzir suas incidências. Destarte, é fulcral analisar, primeiramente, suas causas: a falta de conscientização escolar e midiática sobre a problemática.
Antes de tudo, a carência de uma orientação sexual nos colégios precisa ser observada. Para tanto, é crucial compreender que ensinar em salas de aula sobre métodos contraceptivos não vai estimular os jovens, e sim previnir gestações indesejadas e transmissão de doenças. Pois, é papel da escola zelar pela saúde dos alunos, e isso não será feito sem abordar a sexualidade, que é um fator presente na fase conturbada do crescimento. No que tange a isso, de acordo com pesquisa feita pelo canal de notícias do Senado Federal, na mesma proporção que o nível de escolaridade das meninas aumenta, menor é a sua chance de sofrer com a gravidez precoce. Dessa forma, fica evidente que a teoria de kant estava certa, posto que, para ele, a educação é a maior ferramenta na superação de mazelas.
Paralelo a isso, a insuficiência de campanhas midiáticas também é um dos fatores na persistência. Primeiramente, mediante à pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos bebês que nascem são de moças entre 15 e 19 anos, provando a gravidade do problema. Contudo, mesmo com dados alarmantes, os debates promovidos pela mídia não têm sido explorados o suficiente, o que transparece certa banalização da problemática, e ocasiona sua naturalização em meio à população, o que é extremamente preocupante. Assim, pode-se comprovar que essa realidade é explicada na “teoria do habitus”, proposta por Pierre Bourdieu, na qual diz que a sociedade possui padrões reproduzidos que, ao serem vistos de maneira banal, serão mais frequentemente praticados.
É necessário, portanto, que os atores governamentais trabalhem frente à redução da gravidez na adolência. Para isso, o Governo em parceria com o Ministério da Educação, deve investir em uma conscientização dos adolescentes, no âmbito escolar, a cerca da educação sexual. Isso será feito, por meio de ações engajadas, como seminários e palestras, com a finalidade de alertar os alunos sobre as consequências que suas ações podem corroborar. Ademais, o Governo também necessita de uma parceria com o Ministério da Comunicação, no intuito de formular um alerta para a população em geral. Tal empreitada será executada por intermédio de artifícios televisivos, como curtas metragens e campanhas publicitárias, desse jeito, os cidadãos ficarão mais cientes da magnitude desse impasse.