Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 15/10/2019

A maternidade e a paternidade são momentos do ciclo de vida que exigem responsabilidade legais e socioeconômicas perante o filho gerado. São considerado adolescentes indivíduos que tem entre 12 e 18 anos incompletos e a gravidez na adolescência contribui negativamente em dois pontos cruciais : eleva as taxas de mortalidade e compromete o desenvolvimento escolar, impactando assim no futuro de várias gerações.

A gravidez na adolescência é muito complicada, e na maioria dos casos acontecesse em momentos de pura irresponsabilidade do casal, em vista que os jovens muitas vezes não recebem instrução sexual em casa, pelo simples fato do sexo infelizmente ainda ser considerado tabu em algumas famílias brasileiras, somado ao fato de também não terem o preparo sexual nas escolas, ficando propícias a uma gravidez precoce. A adolescente ao engravidar muitas vezes não recebe apoio do parceiro, e além disso pode acontecer de não ocorrer apoio familiar, essa jovem totalmente abalada psicologicamente acaba decidindo abortar o feto, indo em locais que não possuem uma boa estrutura para realizar esse procedimento tão complicado, gerando além da morte do bebê a morte da mulher e aumentando os índices de mortalidade e destruindo um futuro brilhante. Dados da Unesco e do Ministério da Saúde mostram que a gravidez precoce e as dificuldades dela decorrentes já respondem pela terceira causa de óbitos entre as mulheres jovens do Brasil, perdendo apenas para homicídios e acidentes de transporte.

Com a gestação precoce as adolescentes acabam deixando de frequentar o ambiente escolar e assim, ficam desqualificadas ao mercado de trabalho e como consequência acabam ficando desempregadas e marginalizadas perante a sociedade. E assim, dados preliminares da Unesco mostram que 25% das meninas entre 15 e 17 anos que deixam a escola o fazem por causa da gravidez, mostrando que a maternidade antecipada já é a principal causa de evasão escolar de meninas nesta faixa etária.

Com tudo, é evidente que a gravidez na adolescência traz mais malefícios aos adolescentes do que benefícios, se ela não planejada e não houver suporte psicológico, familiar e econômico. Sendo imprescindível que as escolas realizem palestras desde cedo sobre a sexualidade e os métodos contraceptivos fazendo com que o tabu que esse tema apresenta, se dissolva com práticas educativas e espaços de rodas de conversas ,porém, todo esse trabalho precisa ser apoiado pelas famílias que conversem em casa com os seus filhos e estejam abertos a tirar suas dúvidas. Além disso, o Governo Federal deve investir em propagandas nos meios de comunicação que sejam claras e objetivas para a conscientização do sexo seguro. Assim, os índices de gravidez poderão ser diminuídos.