Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/09/2019

Conceito prático. Homem e mulher se unem e conseguem gerar vida. É bem simples, o espermatozoide adentra-se pelo útero feminino e nas trompas fecunda o óvulo. Ocorre a fusão dos pró-núcleos e uma série de sucessivas divisões acontece. No embrião, há a formação dos tecidos na fase da gástrula e, posteriormente, pouco a pouco, os órgãos vão se diferenciando. Por volta do sexto mês, o bebê está quase pronto para deixar a barriga da mamãe. Aos nove, uma nova vida chega ao mundo. Tudo isso é banal, não há mistério, a ciência da natureza é objetiva, explica. O complicado, no entanto, é a tal das ciências sociais. Até o nascimento de uma criança muitas histórias precisam ser contadas, muitos problemas discutidos. E um dos mais significativos, nesse contexto, diz respeito à gravidez na adolescência.

Desse modo, é muito importante pontuar a condição socioeconômica a qual parte dos cidadãos brasileiros estão submetidos. A população mais pobre, praticamente “jogada” nas regiões mais periféricas, geralmente desprovidas de infraestrutura, como hospitais e boas escolas, além de muitos problemas relativos à violência, formam grupos socialmente vulneráveis. As jovens, nessas localidades, são mais propensas à engravidarem antes dos 18, apontam estudos do Ministério da Saúde. Portanto, combater as distinções sociais é um caminho para minimizar esse problema tão latente na sociedade.

Sob essa mesma perspectiva, é válido salientar o papel da família nessa questão. Sem a instituição familiar, as referências de valor se perdem, potencializando, assim, rupturas sociais. Os pais têm a prerrogativa proeminente na educação de seus filhos, guiando-os durante à vida. Devem assumir a responsabilidade sobre a educação sexual dos mesmos, desde os primeiros anos, aconselhando-os, também, durante o período de iniciação sexual na adolescência. Dessa forma, contribuem muito para o desenvolvimento emocional e, consequentemente, para a prevenção de uma gravidez indesejada.

À vista disso, é essencial que os pais se conscientizem da necessidade de um diálogo aberto com seus filhos. Determinados tipos de conversa são fundamentais para a construção do caráter dos jovens. Livros e a internet são plataformas que podem ajudar nessa tarefa, fornecendo conteúdos para os pais que sentirem alguma dificuldade. Existem ainda profissionais capacitados que podem auxiliá-los nessa questão. Ademais, cabe ao governo federal a ação primordial no combate as diferenças sociais. Salário mínimo justo, bons empregos, esporte, cultura, infraestrutura, são fundamentais para a construção da dignidade humana. Maiores investimentos devem ser realizados nas regiões periféricas por meio de programas de desenvolvimento, em parceria com os governos estaduais, a fim de criar condições sociais mais humanas, combatendo, logo, a desigualdade e, em consequência disso, a gravidez precoce.