Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 28/09/2019
A questão da gravidez na adolescência potencializa uma necessária reflexão à sociedade brasileira. Outrossim, é válido ressaltar os fatores que contribuem para as altas taxas de gravidez, evidenciando uma problemática em voga no Brasil hodierno. Por isso, faz-se necessário analisar o contexto familiar, no que tange a educação ofertada, e, também, o entrave histórico cultural que coíbe a discussão sobre sexualidade.
Mormente, referencia-se a responsabilidade da família na educação moral e sexual de seus filhos. Logo, os altos índices de gravidez na adolescência, no Brasil, é consequência da falha familiar quanto à transmissão de valores, não ensinando que a vida sexual exige responsabilidades. Por conseguinte, resulta em um maior número de jovens que adquirem conhecimento sobre o sexo na prática, expondo-se a gravidez precoce. Assim, é inadiável ações para suprir a falta de instrução no viés sexual, no enfrentamento desse problema.
Ademais, a influência histórica que a igreja tem sobre a sociedade, inclusive, no modo como é visto o tema sexo, faz com que o assunto seja pouco discutido na esfera social. À vista disso, a sexualidade sendo tratada como “tabu”, acaba retendo informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes, potencializando a introdução do ato sexual, de modo imaturo, na vida desses indivíduos. Por isso, torna-se imprescindível ações governamentais na introdução do tema nas escolas, considerando que a família e a sociedade não têm feito o seu papel nessa área.
Torna-se evidente, portanto, que é por meio da educação que a gravidez precoce deve ser combatida. Para isso, é dever do Estado, representado pelo MEC, promover palestras com especialistas em sexualidade juvenil, em escolas de nível médio, além de debates que incluem e instruem a família sobre a importância da responsabilidade sexual, com o fito de viabilizar à adolescentes e responsáveis legais, informações necessárias para um possível início da vida sexual. Para que assim, o tabu social sobre sexualidade e a gravidez na adolescência possam ser erradicados.