Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 07/10/2019

As Revoluções Industriais bem como suas tecnologias promoveram grandes mudanças na sociedade e a cultura vigente de ter filhos cedo foi substituída pelo planejamento familiar. Contudo, o Brasil ainda enfrenta índices acima da média internacional de gravidez na juventude motivados, seja pela herança sócio-cultural, seja pela negligência do governo. Dessa forma, ações governamentais são necessárias para a redução de tal realidade.

Em primeiro lugar, é preciso analisar a origem do problema. De acordo com Pierre Bourdieu e sua teoria “Habitus”, estruturas estruturadas funcionam como estruturas estruturantes, logo, a cultura antiga na qual o papel da mulher consistia em ter filhos novas e cuidar da casa tem influência nesse índice, visto que quanto maior for o incentivo à educação menos chance as jovens têm de engravidarem. Esse fato é observado em países desenvolvidos os quais as mulheres possuem alto grau de escolaridade e, consequentemente, têm filhos quando são mais velhas.

A questão, porém, está longe de ter solução, já que a negligência é uma máxima. Embora exista medidas governamentais para resolver a problemática tais qual a distribuição de contraceptivos grátis, o resultado é ineficiente, pois a educação sexual nas escolas ainda é vista como tabu. Isso fica evidente quando o assunto é discutido entre os parlamentares e a maioria é contra, mesmo que seja comprovadamente efetiva. Dessa maneira, temos adolescentes que têm acesso aos meios de prevenção, mas não sabem usá-los.

Fica claro, portanto, que a gestação na adolescência precisa ser combatida com ações governamentais. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve investir em projetos que incentivem a continuidade dos estudos, como os de iniciação científica, a fim de aumentar os níveis de escolaridade, mudando, desse modo, a visão cultural do papel feminino. Além disso, o Ministério da Saúde pode promover, em parceria com as Prefeituras Municipais, debates sobre educação sexual nas escolas, por meio de palestras, objetivando esclarecer sobre a utilização correta de contraceptivos. Assim, o planejamento familiar alcançado pelas mudanças culturais das revoluções industriais enfim trará como resultado a redução da gravidez na adolescência.