Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 28/09/2019
“O Brasil é um país do futuro”, disse Stefan Zweig em uma das suas primeiras viagens em terras tupiniquins. Judeu e austríaco, o escritor fugiu de sua terra natal no período do governo de Hitler, e encontrou um segundo lar no país. No entanto, quando observa-se as ações governamentais para a redução da gravidez em adolescentes, percebe-se que a profecia de zweig não saiu do papel. Dessa forma, existem fatores que favorecem à existência desse cenário de iniquidade, como a ausência da educação social e o abandono escolar.
Evidencia-se, a princípio, que a falta de uma educação sexual no âmbito escolar e familiar emerge como determinante para a permanência dessa entrave. Nesse sentido, entende-se que o tabu em torno do assunto sexo é o fator principal. Prova disso, o documentário “Meninas”, em 2006, retrata a vida de adolescentes grávidas entre os 12 e 17 anos, no Rio de Janeiro, que se encontram imersas em um mundo de desinformação e, apenas, repetem os passos de seus pais. Dessa modo, fica explícito a necessidade do trabalho na quebra desse tabu.
Além disso, a gravidez precoce reforça o abandono escolar. Isso porque, segundo o IBGE, esses futuros pais não conseguem acompanhar o ensino. Tal fato, é abastecido pelo medo de julgamentos, como também, a necessidade de um emprego para sustentar a recém família formada. Assim, levando à evasão dos colégios e ao ciclo vicioso provindo da baixa escolaridade persistente em seus familiares, como fica nítido no documentário.
Portando, faz-se necessário a inserção e melhoria das ações governamentais para minimizar a problemática. Destarte, o Ministério da Saúde, por meio de ações educacionais, com apoio de psicólogos e enfermeiros, inserir palestras sobre métodos contraceptivos, doenças e o acompanhamento, com a finalidade de promover o conhecimento e, consequentemente, a redução dos casos de gravidez na adolescência. Assim, poder-se-á a profecia de Zweig sair finalmente do papel.