Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 30/09/2019

Consoante o documentário Meninas, relata-se a história de quatro jovens de baixa renda e moradoras de uma área periférica que engravidaram de forma precoce. Nesse sentido, esse é um problema muito recorrente na sociedade brasileira, que deve ser solucionada com ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Diante disso, deve-se analisar a falta de implantação de debates sexuais nas escolas e a ausência de projetos sociais de apoio à sociedade sobre a importância dos métodos contraceptivos.

Primeiramente, a falta de debates sexuais nas escolas é um problema contemporâneo. Isso decorre do modelo pedagógico que prioriza ensinar aos jovens conteúdos que são cobrados em provas, ou seja, assuntos extracurriculares são praticamente inexistentes em salas de aula. Além disso, discursos relacionados com a sexualidade ainda é visto como um tabu na sociedade contemporâneo; consequentemente, os adolescentes iniciam a vida amorosa sem compreender os cuidados que devem possuírem para não contraírem doenças sexualmente transmissíveis e engravidarem de forma precoce - como relatado no documentário citado -. Logo, em circunstância com o filósofo Habermas, qualquer problema é solucionável e debatível com base no diálogo; nesse viés, é fundamental que as instituições de ensino programe palestras que motivem os jovens a respeito da relação sexual nessa faixa etária.

Em segundo lugar, nota-se, ainda, que a ausência de projetos sociais de apoio à sociedade sobre a importância dos métodos contraceptivos também é uma problemática no Brasil. Isso porque, de acordo com o site G1, a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos, 20% ficaram grávidas e tiveram seus bebês. Diante desse dado, há uma carência de apoio governamental no intuito de promover propagandas conscientizadoras sobre sexualidade, visto que a utilização de métodos de barreiras protege não somente da gravidez indesejada, como também das doenças sexuais, a exemplo da aids. Portanto, é crucial que o Estado promova campanhas informativas para alertar o tecido social  de caminhar até as unidades de saúde para adquirir preservativos, a fim de diminuir os casos de gravidez na adolescência.

Por fim, após os argumentos citados, é necessário solucionar esse problema. É dever das Escolas promoverem aulas interdisciplinares com a participação da família, de psicólogos, sexólogos e alunos, por meio de debates a respeito da educação sexual - razão dialógica que busca o consenso social - segundo Habermas, a fim de educar e informar esses jovens para vivenciar cada etapa da vida sem gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis.