Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/09/2019
O Brasil, atualmente, se encontra entre as dez maiores economias mundiais de acordo com a pesquisa do Fundo Monetário Internacional. Contudo, ainda apresenta problemas de ordem social ao se considerar a gravidez na adolescência. No século XX, com o advento da criação da camisinha de látex e da pílula anticoncepcional, foi possível perceber um maior controle e independência da mulher sobre o seu corpo. Desse modo, o fenômeno que deveria estender-se à todas deixou marcas na contemporaneidade e trouxe preocupações no que diz respeito ao ensino precário e à falta de acesso à informação.
Em primeira análise, vale ressaltar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, estando o Brasil na nona posição na economia mundial, seria coerente deduzir que o país possui um sistema público de ensino eficiente. No entanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado dessa discrepância é claramente refletido na elevada taxa de adolescentes grávidas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um em cada cinco bebês provém de uma mãe adolescente. Diante do exposto, fica evidente que o governo não cumpre com seu papel de fornecer ensino de qualidade e orientação devido à má gestão dos impostos.
Somado a isso, à falta de acesso à informação é propulsora da gestação na adolescência. De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, verifica-se que a mídia, como agente formadora de opiniões, ao invés de fornecer conteúdos relevantes que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema. Assim, é preciso que os meios de comunicação contribuam com a veiculação de conhecimentos que agreguem a sociedade.
Portanto, na realidade brasileira, é perceptível que a gravidez na adolescência está intimamente ligada à falta de execução das atividades de competem ao governo. Logo, cabe ao Poder Legislativo, por meio de assembleias, revisar e aprovar leis que assegurem a designação de verbas para a área da educação, em que as instituições de ensino alcance as áreas periféricas e os professores sejam qualificados com o intuito de fornecer educação sexual aos alunos. Destarte, essas intervenções trarão uma significativa mudança no cenário atual e elevarão as perspectivas de vida das jovens.