Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/10/2019

Promulgada pela ONU, 26 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção à gravidez na adolescência, tal data foi escolhida pela Organização para combater esse problema global. Nesse sentido, deve-se pontuar as relações de poder ou até mesmo de abuso como causa, bem como a falta de educação sexual. Por certo, sendo imperiosa a ampliação de medidas para converter a conjuntura atual.

Em primeiro lugar, vale-se analisar a gravidez precoce decorrida de algum tipo de relação indesejada. A saber, muitas dessas gestações não são uma escolha deliberada, mas a causa, por exemplo, de uma relação de abuso. Segundo o site UOL, o país registrou 4.262 casos de estupro em adolescentes que as tornaram gestantes. Com efeito, essas garotas sofrem problemas físicos e psicológicos em virtude de atos que as mesmas não podem controlar, o que agrava ainda mais a problemática.

Em segundo lugar, a ineficiência da orientação sexual é vista como uma agravante. Nesse viés, a tradição patriarcal e opressora do Brasil impede que as famílias e as escolas orientem crianças e adolescentes, uma vez que ambos os sexos devem receber educação sexual e não apenas as meninas. De certa forma, o forte patriarcalismo inibiu a discussão aberta sobre sexualidade, o que torna-se comum a sexualização irresponsável e, por conseguinte, a gravidez na adolescência.

Destarte, urge a necessidade de soluções para alterar o cenário vigente. Logo, as prefeituras citadinas devem promover acompanhamento psicológicos às vítimas em postos de saúde, por intermédio da contratação de psiquiatras e psicólogos com o objetivo de reduzir os traumas das mães adolescentes, os quais são advindos dessas experiências cruéis. Ademais, o Governo, com urgência, por meio de leis, deve deliberar a didática da sexualidade nas escolas, a fim de que ambos os sexos sejam orientados sexualmente. Feito isso, prevenir-se-á a gestação precoce entre juvenis.