Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/10/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação sexual e ao bem-estar social. No entanto, os altos índices de gravidez na adolescência, deixam claro que essa parcela da população não tem desfrutado desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados, a fim de resolver essa inercial problemática.
É relevante abordar, primeiramente, que a falta de educação é a raiz para a maioria dos problemas sociais. Segundo a UNESCO, o ensino sobre sexualidade e prevenção a gravidez sofreu uma queda significativa desde o ano 2011, essa queda acaba sendo uma grande causadora de uma sociedade desinformada em relação a vida sexual. De acordo com o economista britânico, Sir Arthur Lewis, a educação nunca foi uma despesa, sempre foi um investimento com retorno garantido. Dessa forma, fica clara a importância que o governo precisa dar a educação brasileira, em destaque a educação sexual, preparando seus adolescentes para aprender sobre os aspectos físicos e emocionais da sexualidade.
Além disso, a mídia também tem papel fundamental para a diminuição da gravidez na adolescência, visto que, hoje, é um dos maiores meios para propagação de informações. Ela pode instituir debates, e promover campanhas para proporcionar conhecimento e esclarecer dúvidas relacionadas à sexualidade. Portanto, é perceptível a importância que a mídia, juntamente com a educação tem para amenizar esse entrave social.
Infere-se, portanto, quais são os desafios para reduzir a gravidez na adolescência no Brasil. Dessa forma, é necessário que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, trabalhem em projetos escolares que esclareçam a população jovem, todas as dúvidas relacionadas a sexualidade. Além disso, o Governo também deve, em parceria com a grande mídia, produzir uma ampla divulgação, sobre a importância da educação sexual. A fim de que, essa problemática de cunho social e de saúde pública, seja cada vez menos recorrente na sociedade brasileira.