Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/10/2019

Falta de informação. Pouco diálogo com os responsáveis. Poucas medidas públicas. De fato, são muitas as causas que contribuem para o aumento do número de adolescentes gestantes. Embora pouco discutido, tal assunto mostra grande relevância no que tange às crianças e aos perigos que elas enfrentam. Diante desse tema, dois aspectos fazem-se relevantes: as circunstâncias que ocasionam a gravidez precoce e suas consequências para a mãe.

A priori, é factível ressaltar a sociedade como motriz para tal estigma. De acordo com o sociólogo Sigmund Freud, em sua obra “Totem e Tabu”, o autor argumenta sobre a falta de diálogo que a população tem com determinadas conjunturas temáticas. Análogo a uma sociedade brasileira -majoritariamente cristã - no qual o sexo é historicamente relacionado ao pecado, a desinformação (seja por falta de conversa, seja pela falta de informação devido à ausência de políticas públicas) é determinante para a consumação do ato sexual sem preservativo e, por conseguinte, a gravidez. Dessa forma, é evidente que a sociedade é percursora de um estado de ausência de alerta sobre as prevenções da gestação na adolescência.

Paralelamente, os desafios nos quais as mães enfrentam após o parto são pré determinados pela falta de ajuda do Governo. Apesar do momento feliz de nascimento de um filho, as jovens sofrem uma dualidade perante à sociedade, porquanto o preconceito social, a dupla jornada (escola e criação do bebê) e as consequências que um filho tem na vida de uma mãe proporcionam uma necessidade de amparo para essa adolescente grávida, que o Estado não oferece. Prova disso é a pesquisa divulgada pelo jornal Globo, no qual mostra que, entre as mães adolescentes, 30% não concluem o ensino fundamental. Desse modo, as dificuldades que advém de uma gestação precoce está diretamente relacionado ao afastamento Governamental para com o assunto.

Urge, destarte, uma necessária intervenção do Estado para conscientizar a sociedade e evitar as consequências da gravidez na adolescência. Para isso, cabe ao Governo Federal (Ministério da Saúde com o Ministério da Educação) criar um projeto alerta sobre os riscos do não uso de preservativos, ou seja, o programa deve oferecer palestras nas escolas –com profissionais da área da saúde- que informem os jovens de ensino fundamental e ensino médio diante das consequências que uma relação sexual sem métodos contraceptivos pode causar e orientar os alunos a conversar com os responsáveis sobre o assunto. Sendo assim, essa ação Governamental terá o objetivo de diminuir o número de gravidez na adolescência e, por conseguinte, ajudará os alunos ter um ensino educacional de qualidade.