Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/10/2019
Na Grécia Antiga, assim como em outras sociedades antigas, o casamento e a consequente maternidade precoces para meninas eram amplamente incentivados. No entanto, hodiernamente, verifica-se que mesmo com a quase anulação de casamentos infanto-juvenis, a gravidez na adolescência ainda é uma realidade no Brasil.
Convém ressaltar que a perpetuação dos casos de gravidez precoce dá-se, em grande parte, por falta de informação e conscientização do público juvenil acerca do tema. Além disso, o início da vida sexual cada vez mais cedo também contribui com o impasse, que segundo dados do IBGE, de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos.
Outrossim, a temática torna-se ainda mais preocupante quando reflete casos de pedofilia, o que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que zela pela proteção integral de crianças e adolescentes. Ademais,os contribui com riscos para os bebês, já que segundo estimativas 20% dos óbitos neonatais são filhos de mães adolescentes.
Segundo o filósofo grego Aristóteles, a educação tem raízes amargas mas seus frutos são doces, diante disso, faz-se necessário por parte do Ministério da Educação (MEC), em parceria com o ECA, a instituição de palestras escolares- tendo em vista o grande poder transformados destas, com o fito de conscientizar os futuros cidadãos acerca da temática, ensinado sobre métodos contraceptivos,já que estes iniciam suas vidas sexuais cada vez mais cedo, promovendo a educação sexual, ajudando até mesmo as crianças que sofrem abuso na identificação de casos de pedofilia. Cabe aos órgãos de saúde, juntamente com o ECA, darem assistência psicossocial às gestantes para melhorar o acompanhamento pré-natal e posteriormente a saúde dos bebês, diminuindo os índices de mortalidade e fortalecendo o psicológico das jovens, distanciando a realidade hodierna daquelas das sociedades antigas.