Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 02/10/2019
Após a Segunda Guerra Mundial, encerrada no ano de 1945, o mundo passou por diversas transformações sociais, entre elas o aumento na taxa de natalidade global. Contudo, nem toda gravidez é desejada, problema este que afeta milhares de adolescentes, principalmente em países subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil. Isso acontece tanto pela falta de matérias relacionadas à educação sexual nas escolas públicas ou pela banalização do sexo na cultura brasileira.
Em primeiro plano, destaca-se a maior taxa de ocorrência de gravidez na adolescência em áreas onde a população possui baixa renda, seja no campo, ou nas periferias da área urbana. Isso ocorre pois os cidadãos de pouca renda podem apenas matricular seus filhos em escolas públicas que, por sua vez, são carentes de investimentos por parte do governo, além de não possuírem matérias de educação sexual que tratem sobre métodos preventivos. Dessa forma, crianças e adolescentes dessas áreas não possuem acesso às informações necessárias para evitar uma gravidez indesejada. Assim, inicia-se um ciclo, em que os alunos das escolas públicas, em grandes quantidades, acabam engravidando e, seus filhos, no futuro, continuarão reféns do ensino público, podendo acontecer, com grandes chances, a mesma gestação indesejada.
Além disso, o sexo é banalizado na sociedade brasileira, o que contribui para aumentar as taxas de gravidez na adolescência. Segundo o ginecologista João Bento Moura Neto, os jovens da geração atual vivem um momento de banalização do sexo, já que os meios de comunicação em massa como jornais, tevê, cinema e principalmente internet, são para os jovens fontes fartas de informação sobre o assunto e, de acordo com João Neto, tendemos a banalizar o que conhecemos excessivamente. Desse modo, as precauções necessárias para se evitar uma gestação na adolescência são deixadas de lado e, com isso, as taxas de natalidade entre os jovens tendem a crescer.
Infere-se, portanto, que a gravidez entre os jovens é um mal a ser urgentemente tratado no Brasil. Urge, portanto, ao Ministério da Educação, setor governamental responsável pela administração e manutenção da educação pública do país, promover mudanças na estrutura do ensino público, a partir da adição de matérias relacionadas à educação sexual, com ênfase em medidas contraceptivas, com o objetivo de conscientizar os jovens a respeito de como evitar uma gravidez precoce.Ademais, é imperativo que o governo, responsável pelo bem estar da população, promova a chegada de informações necessárias para as camadas mais pobres do país a respeito de como evitar uma gestação, a partir de campanhas publicitárias nos meios de comunicação em massa, com o objetivo de conscientizar essa parcela da sociedade. Assim, pode-se diminuir ocorrência de adolescentes gravidas.