Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 02/10/2019

A gravidez na adolescência causa problemas que são notórios nas últimas décadas. Na atualidade, os casos de gravidez na adolescência advém principalmente da falta de educação sexual ou falta de prática da mesma pelos jovens. Mesmo presente na legislação brasileira o regime de educação sexual em meio escolar, na prática persistem as dificuldades devido a gravidez precoce. Desta maneira, cabe a análise acerca da gravidez na adolescência no Brasil, examinando causas, consequências e soluções para os problemas que esta pode desencadear.

Em primeiro lugar, é importante destacar que educação familiar e escolar são fundamentais para prevenir e diminuir casos de gravidez na adolescência. No entanto, falar sobre relação sexual no âmbito escolar e familiar ainda é um tabu, fato que pode contribuir não somente para a gravidez na fase jovem como, também, pode levar a ocultação de abusos sexuais que podem trazer uma gestação indesejada, causando abalos psicológicos nas jovens vítimas do caso. Diante do exposto, é inadmissível negligência do Governo e dos Órgãos de educação, que podem e devem contribuir de forma efetiva para preservação da integridade das jovens brasileiras.

Faz-se necessário, ainda, uma análise nos dados fornecidos pelo Senado Federal, os quais apontam para o Nordeste com 21,3% do total dos casos, fazendo refletir-se não somente a gravidez da jovem em si, mas as causas desumanas que podem gerá-la nessa região, já que são numerosos os casos de jovens pobres que são induzidas a terem relações em trocas de produtos necessários para a sobrevivência.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito dos problemas da gravidez precoce, urge que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, crie campanhas publicitárias informando as causas e consequências problemáticas e os modos de prevenção da gravidez. Dessa forma, o Brasil estará encaminhando para a resolução do problema.