Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 03/10/2019
O discurso tem poder, e esse poder organiza a sociedade, assim escreve Michael Foucault em: A ordem do discurso. E é importante entender o assunto gravidez nesse contexto. Uma vez que é usado para marginalizar muitas meninas e mulheres. Tanto que não é dificil ver que a maior preocupação das meninas ao terem sexo desprotegido é a gravidez em primeiro lugar e não as ISTs (infecções sexualmente transmissiveis).
A partir dai é importante olhar a estrutura social para que seja eficaz falar em politicas publicas para a redução da gravidez na adolescência. A gravidez que deve ser prevenida é a gravidez indesejada. A partir dai muda-se o olhar que estava voltado para a menina e olha-se então para a sociedade e se questiona: como a sociedade esta organizada para atender a adolescente que deseja ser mãe?
Uma sociedade que julga e exclui só gera o medo e a repulsa das mesmas na maternidade, e a partir dai inúmeros agravos tendem a acontecer. A sociedade deve garantir meios sociais para a inserção dessa mãe e o amparo da mesma quando em situação de vulnerabilidade. Seriam medidas: estimulo para as empresas liderem melhor com gestantes, um formato de unidade de ensino que possa atender as demandas da gestante, e atendimento integral multidisciplinar para a mu e a família.
Porém entende-se que toda forma de gravidez indesejada deve ser evitada e o direito a liberdade de escolha da adolescente deve ser garantido pelo Estado através de leis e politicas públicas que a ampare. Essas ações contemplam desde educação sexual nas escolas, como tambem no ensino superior, nas Unidades básicas de saúde: capacitação dos agentes de saúde para lidarem com o tema na casa das familias.
Por fim, o Estado deve garantir toda forma de acesso a meios que permitam a adolescente escolher sua posição frente à gestação ou a prevenção da mesma, através do sistema de ensino, sistema de saúde e do sistema social e jurídico. Para que a mesma possa viver sua garantia de liberdade de escolha. Já que sera livre para decidir se é indesejada ou não.