Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 14/07/2020

“No filme"Juno”,a protagonista uma adolescente de 16 anos que,acidentalmente engravidou  de seu amigo Paulie.Após descartar a opção de realizar um aborto,decide entregar o bebê para adoção já que não tem condições para cria-ló.De maneira análoga à história fictícia, a gravidez precoce, no Brasil é um dos problemas que vem ganhando notoriedade,sendo ocasionado principalmente pela desinformação e vulnerabilidade das jovens.Logo,é preciso que mudanças ocorram para solucionar essa problemática no país.

Em primeiro plano, evidencia-se,que em função da censura em torno da sexualidade dos jovens, devido a falta de comunicação no seio familiar.Tal fato  pode ser explicado pelo fundador da psicanálise Sigmund Freud,no seu livro “Totem e Tabu”,em que apresenta a sociedade como um corpo demarcador de limites,com a finalidade de impor obstáculos ao discurso esclarecedor entre pais e filhos.Desse modo, a ausência de diálogos sobre  o tema gera um indivíduo desinformado- restringindo o acesso aos métodos conceptivos como o uso de preservativo/pílulas- desse modo eles vão descobrir sozinhos de forma irracional as relações sexuais as quais consideram como algo proibido e sem consequências.

Ressalta-se,ademais,que a gravidez precoce atrasa os estudos,oferece risco para saúde das meninas e limita a entrada dessas jovens  no mercado de trabalho,segundo alertas da  Organização das Nações Unidas (ONU). Devido ao medo da reação dos pais diante da gravidez, muitas jovens omitem,dessa forma,negligenciam a realização do pré-natal -consultas e exames que verifica a saúde do bebê e da própria mãe-dessa forma a genitora  corre risco de sofrer um  aborto espontâneos até mesmo óbito.Além do mais,o abandono escolar é algo recorrente na maioria dessas situações, já que uma parcela dessas adolescentes, não  tem com quem deixar o filho para dar continuidade aos estudos ocasionando assim,um  futuro incerto no que tange as situações financeiras e sociais tanto para ela quanto para a criança.

Tendo em vista que foi discutido,é necessário,portanto,que o Ministério da Educação -órgão responsável pela organização de recursos para fins educacionais- promova palestras por meio da participação direta da família e de especialistas em sexualidade juvenil, como psicólogos, em escolas periféricas e rurais, com o fito de instruir o educando sobre a importância da responsabilidade sexual e  suas consequências bem como apresentar os métodos preventivos. Assim, o tabu social,proposto por Freud,sobre sexualidade será atenuado e as dúvidas dos jovens a respeito da vida sexual sanadas, formando adolescentes bem informados e aptos para esse período de descobertas.