Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/10/2019

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere a diminuição de adolescentes grávidas. Neste contexto, as Ações governamentais para redução da gravidez na adolescência é um desafio em nosso país e persiste devido, não só a falha de cobrança na campanha de prevenção à gravidez, mas também na educação familiar.

Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução para a falha na cobrança de campanhas de prevenção à gravidez. Segundo o filósofo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade, contrariamente o que acontece com as ações governamentais, que estão precárias e falhando na cobrança de caminhos para combater a gravidez precoce.

Sobre outra perspectiva, a educação familiar influência na problemática, visto que o individualismo ficou muito forte e presente pós mundo moderno, como diz Bauman, as famílias não pensam mais no bem estar dos filhos e talvez com vergonha da conversa, não abordam os riscos da gravidez na adolescência, é um tabu entre pais e filhos. Essa liquidez influi muito sobre a questão da redução, pois uma filha que não tem educação de casa sobre os métodos contraceptivos, em uma relação, não irá se prevenir.

Diante dos fatos supracitados, é indubitável a necessidade de medidas eficazes e peremptórias que alterem essa realidade. O Ministério da Educação em parceria com o governo do estado aumente as campanhas de prevenção à gravidez precoce através de palestras em escolas aberta a população, anúncios nas TV’s e distribuição de camisinhas nos postos de saúde, para que a adolescente e seus pais se conscientizem do quão grave é ter um filho ainda jovem. Dessa forma, talvez o universo de “O Auto da Barca do Inferno” permaneça apenas na ficção.