Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/10/2019

Em um dos capítulos da serie estadunidense Grey’s Anatomy, se mostra o caso de Betty Nelson, uma adolescente que fica grávida de um traficante de drogas. Ela foge da sua casa por medo à reação de seus pais e vivência as dificuldades de carregar um bebê na adolescência. Assim como na ficção, a realidade de algumas jovens brasileiras é igual de complicada, ao ter que afrontar as responsabilidades de ser mãe a tão corta idade. Embora os índices de gravidez adolescente tenham diminuído, ainda são altas. Nessa perspectiva, evidência-se um problema preocupante e de interesse social que precisa ser solucionado.

Em primeiro lugar, a causa principal da gravidez precoz é a falta de informação que os adolescentes têm acerca da sexualidade, isto pelo tabú presente no pensamento dos pais, que acreditam que falar sobre sexualidade e proteção com os seus filhos seria uma forma de incita-los a ter relações sexuais; o que está errado, já que segundo Marise Tofoli, diretora da Sociedade Goiana de Pediatria (SGP), os pais precisam romper as barreiras quando o assunto envolve sexualidade. Juntamente a isso, a desinformação dos pais sobre como abordar e orientar sobre o tema a seus filhos empiora o problema.

Por outro lado, a gravidez dificulta a conclusão escolar da adolescente, que na maioria dos casos se vê obrigada a adiar seus estudos para cuidar do seu bebê. A alta taxa de natalidade entre adolescentes é mais presente na maioria dos casos entre jovens de baixa renda e com menos escolaridade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que cria um ciclo sem saída, pois essas jovens terão ainda menos possibilidades de melhorar a sua situação econômica.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar a situação atual. Para informar aos adolescentes sobre como levar uma sexualidade responsável, o Ministério da Saúde deve realizar palestras, dirigidas só aos alunos que estão na etapa da adolescência (entre 12 a 18 anos), sobre os cuidados que se deve ter ao realizar o ato sexual, os riscos e as consequências. Somente assim podera-se enxergar uma melhora na quantidade de adolescentes grávidas.