Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritos inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, um vez que a falta de ações governamentais para reduzir a gravidez na adolescência dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da escassez de investimentos em educação sexual, quanto da pouca consciência dos jovens. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em cada mil meninas brasileiras entre 15 e 19 anos 68,4 ficaram grávidas e tiveram seus filhos, esse problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no brasil. Devido à falta de atuação das autoridades quanto a disponibilização de aulas sobre educação sexual, o índice de evasão escolar cresce, o qual 26% do total de abandonos pelo sexo feminino são decorrentes da fetação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de consciência dos menores é o promotor do problema. Partindo desse pressuposto, observa-se que, conforme pesquisas da OMS, aproximadamente metade dos jovens não utilizam  preservativo durante suas relações sexuais. Tal ação, além de aumentar as chances de adquirição de uma doença sexualmente transmissível, eleva a probabilidade de uma gravidez indesejada no período anterior à juventude. Assim, a ciese nesse período impede a ascensão social dessas meninas, já que a grande maioria abandona a escola. Portanto, condizente a Nelson Mandela, a arma mais poderosa para diminuir a perpetuação desse quadro deletério oriundo da pouca consciência dos adolescentes é a educação.

Destarte, urge esforços do Estado para reverter a situação. Com intuito de mitigar a gravidez na adolescência, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde será revertido em aulas sobre educação sexual, através de palestra no interior da comunidade escolar.  As quais serão regidas por profissionais da saúde capazes de conscientizar os jovens a usar preservativo durante as relações sexuais e distribuir alguns para os discentes. Dessarte, atenua-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da gravidez na adolescência, e assim a coletividade alcançará a Utopia de More.