Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/10/2019
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa as ações governamentais para reduzir a gravidez na adolescência no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o grande índice de adolescentes grávidas rompe essa harmonia, haja visto que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de cada cinco bebes que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos.
Outrossim, destaca-se que adolescentes pobres são mais acometidas, estas, tem cinco vezes mais chances de engravidar que as mais ricas, assim impulsionando ainda mais o problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que é inadmissível que tal problema persista sem haja solução.
É evidente, portanto, que ainda há entravas para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Educação (MEC), deve instituir, nas escolas, uma disciplina extra curricular, de educação sexual, onde pais possam assistir e participar das aulas ministradas por profissionais capacitados, como psicopedagogos. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e as pessoas transformam o mundo.