Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/10/2019
É de conhecimento geral que, durante a Segunda Guerra Mundial, muitas mulheres assumiram a posição dos homens no mercado de trabalho, o que diminuiu a taxa de natalidade na Europa. Não obstante, hodiernamente, no Brasil, é perceptível que, o índice de gravidez na adolescência tem crescido,fator esse que ocorre devido à ineficiência do Estado em tratar a temática, que ainda é um tabu dentro de escolas e no ambiente familiar.
Em primeira análise, segundo o filósofo inglês, John Locke, a teoria da tabula rasa pondera que todos nascem como uma folha em branco, e começam a formar seus conhecimentos a partir de experiência e informações adquiridas pelos sentidos.Dito isso,nota-se a importância das instituições de ensino, pois são os órgãos estatais que ajudam na formação civil dos indivíduos,podendo então ter um papel fundamental na instrução dos jovens sobre as relações sexuais e, consequentemente, evitando gravidezes precoces. Desse modo, não há dúvidas de que as escolas precisam debater mais essa temática e deixar de lado o esteriótipo conservador que tem pairado o país, inclusive, no congresso nacional.
Ademais, é importante frisar que, o diálogo entre pais e filhos sobre relações sexuais, ainda é tido como algo inconveniente. Nesse sentido, consoante a obra “Totem e Tabu” de Sigmund Freud, desde a antiguidade alguns assuntos são considerados intocáveis, sendo tabus para a sociedade, o que atrapalha o corpo social. Por analogia, contata-se tal teoria assolar a civilização atual, já que a falta de conversa sobre educação sexual no meio intrafamiliar pode deixar os adolescentes sem tirar as dúvidas necessárias sobre os métodos contraceptivos e, por conseguinte, aumentar o número de gravidez nessa faixa etária.
Diante disso, compete ao Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Educação, incluir na Base Nacional Comum Curricular, que dita todas as matérias do ensino médio, a educação sexual como disciplina obrigatória, mediante poder constitucional do primeiro.A fim dessa temática deixar de ser um dos"Tabus Freudianos"e,assim,podendo reduzir a gravidez precoce.