Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/10/2019

Pode-se afirmar que a gravidez na adolescência tem sido bastante discutida, e em razão da Semana Nacional de Prevenção á gravidez na juventude firmada em Janeiro de 2019, depois de divulgada, ganhou um maior índice. Sendo assim, a gestação precoce torna-se um problema que requer intervenções públicas, uma vez que esse fenômeno compromete não só a vida da mãe, e da criança, mas também de toda sua esfera social.

Em primeira análise, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Desse modo, torna-se evidente que a educação além de promover uma melhora no caráter, auxilia também em questões como o planejamento familiar, ou seja, a educação pode ser apontada como um fator determinante em relação para combate à gravidez na adolescência. Logo, uma jovem que recebeu uma educação de qualidade, terá um melhor planejamento familiar e se conscientizará a respeito do uso de métodos contraceptivos, assegurando uma família e uma gravidez mais estruturada e programada.

Além disso, vale ressaltar também, que a mulher precoce pode apresentar sérios problemas durante a gestação. Por exemplo, dados do Ministério de Saúde mostraram um total de duzentos setenta e quatro mortes relacionadas com gravidez em 2004. Tal situação pode ter riscos de prematuridade do bebê, baixo peso, morte pré-natal, depressão pós-parto, entre outros perigos que a mulher pode enfrenta. Assim, percebe-se que quando Pablo Neruda diz “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências", reflete na liberdade individual, trazendo consequências diante da sociedade, além das leis de julgamentos da população.

Fico claro, portanto, a necessidade de medidas para reduzir esse quadro da gravidez na adolescência. Logo, cabe ao Ministério de Saúde dedicar-se mais as prevenções da gestação prematura, como a preparação de profissionais para atendimento, acessam aos métodos anticoncepcionais e aos preservativos, além do estimulo a promoção de atividades culturais e esportivas a fim de mobilizar a população e minimizar esse índice. Ademais, é necessário que as escolas juntamente com o Ministério de Educação introduzam aulas dialogadas e divulgação de material educativo de como usar os métodos contraceptivos para adolescentes entre dez e quatorzes anos, para que não seja considerado um tabu na vida deles. Somente assim, o Brasil conseguirá superar os desafios e orientar a população da prevenção.