Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/10/2019

Segundo afirma a teoria social do filósofo iluminista do séc. XVIII, Immanuel Kant: a sociedade só progride quando cada indivíduo se mobiliza pelo problema do outro. Entretanto, no Brasil contemporâneo, quando se observa os altos índices de gravidez na adolescência, atrelados, principalmente, à falta de medidas governamentais e à ausência familiar no combate ao problema, verifica-se que a sociedade em geral não está cumprindo seu dever iluminista e a problemática persiste na realidade brasileira.

Em primeira análise, é importante destacar que, mesmo após o advento de preservativos eficazes no séc. XXI, a gravidez na adolescência ainda possui altos índices, pois, segundo dados do IBGE ( instituto brasileiro de geografia e estatística),  mais de 500 mil bebês nascidos em 2016 eram de mães entre 15 e 19 anos. Desse modo, a falta de ações governamentais nas escolas públicas, como aulas de educação sexual e palestras sobre os riscos da gravidez, agrava o problema, visto que por não saber como proceder diante o sexo muitos jovens têm relações sexuais inadequadas, usando incorretamente os preservativos e ocasionam uma gravidez indesejada na adolescência. Por conseguinte, medidas educacionais são fundamentais, dado que, de acordo com dados do INEP ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) os casos de gravidez diminuem até 50% em relação aos jovens que tiveram educação sexual nas escolas privadas.

Ademais, segundo o sociólogo Emille Durkheim, a família é a base social responsável por orientar e socializar os indivíduos. Dessa maneira, a ausência de diálogos entre pais e jovens corrobora o risco de gravidez, pois por falta de conhecimento e orientação (que deveria ser transmitido pelos pais) muitos jovens fazem sexo apenas por pressão social ou por influência externa, levando a casos de gravidez que poderiam ser evitados pela simples participação familiar na vida do adolescente.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover aulas e palestras de educação sexual em todas as escolas do Brasil, contratando professores especializados na área que ensinem aos jovens e adolescentes como proceder diante das relações sexuais e as graves consequências da gravidez precoce. Além disso, é dever do Ministério Público e das escolas elaborar campanhas de conscientização a respeito da importância da participação familiar no combate à gravidez na adolescência, explicando que conversas familiares sobre como acontece relações sexuais,diminuem os casos de gravidez,  visto que os pais são os principais responsáveis por orientar os adolescentes nessa fase da vida, para que, por fim, consiga-se cumprir o ideal iluminista proposto por Kant e a sociedade progrida sem os obstáculos da gravidez indesejada na adolescência.