Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/11/2019
ações governamentais para a redução de gravidez na adolescência
O Brasil é marcado por grandes desigualdades regionais, portanto ainda há muitos locais no país em que o poder público se faz pouco presente. Essa ausência do Estado contribui com que um grande número de crianças e adolescentes não tenha acesso a serviços básicos de saúde e educação. Nesse contexto, muitas meninas engravidam precocemente e, além de prejudicarem o seu futuro, ficam mais propensas a desenvolver doenças psicológicas.
Ademais, a gravidez na adolescência pode gerar graves problemas de saúde. Segundo o Instituto de Obstetrícia da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), jovens que engravidam e carecem de acompanhamento médico e psicológico desenvolvem muito mais facilmente quadros de depressão e pensamentos suicidas.
Em suma, é necessário que se mude esse panorama de ausência estatal nas áreas pobres do país. Então, o governo federal, com o intuito de melhorar a educação e dar orientação às jovens que vivem em regiões mais carentes e longínquas do Brasil, deve fazer uma parceria com o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), responsável pela construção de ótimas escolas em áreas rurais e precárias, através do envio de verbas para ampliar esse projeto educacional.
A partir disso, com mais pessoas em escolas, o Ministério da Saúde deve expandir o programa “Saúde na Escola”, que realiza trabalhos de prevenção e conscientização nas instituições públicas de ensino, levando até às estudantes mais informações sobre vida sexual e métodos de proteção contra a gravidez indesejada, ou, se for o caso, auxiliando meninas gravidas, de modo a garantir uma gestação saudável e a dar perspectivas positivas de vida a essas pessoas.