Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/10/2019
Segundo as ideias do sociólogo Thomas Hobbes, é dever do estado garantir o bom funcionamento da sociedade. Visto isso, é possível mencionar que cabe ao governo tomar ações que busquem diminuir a gravidez na adolescência. Entretanto, de acordo com o IBGE, muitas meninas entre 14 e 19 anos continuam a engravidar. Isso acontece devido à falta de políticas públicas efetivas que busquem auxiliar o jovem a ter entendimento sobre a sua sexualidade, e à falta de consciência, de grande parte da população, principalmente de baixa renda, sobre a disponibilidade de métodos contraceptivos. Essa realidade constitui um desafio a ser resolvido pelos poderes públicos do país.
Primordialmente, é importante destacar que grande parte dos jovens brasileiros não tem acesso a aulas de educação sexual, uma vez que esse assunto não está implementado nas grades curriculares do ensino fundamental e nem é estimulado a ser debatido no meio familiar. Apesar disso, o estado busca, por meio de campanhas informativas, conscientizar a população sobre a importância de entender o assunto. Todavia, essas tentativas de compreensão são ineficientes, uma vez que faltam programas permanentes relacionados à gravidez na adolescência.
Ademais, pode-se citar que, desde a segunda revolução industrial, diversos métodos contraceptivos já foram criados e difundidos por todo o país, mas informações sobre eles foram pouco apresentadas. Atualmente, é possível fazer um paralelo com essa realidade, uma vez que o Brasil é o único país a disponibilizar gratuitamente camisinhas em postos de saúde, mas não investe em meios de transmitir conteúdo sobre esse assunto ou sobre outras formas disponíveis de prevenção à gravidez na adolescência, como o uso da ‘‘Pílula do dia seguinte’’. Isso prejudica principalmente indivíduos de baixa renda, que não tem acesso a todo tipo de método contraceptivo e nem à informação sobre os fornecidos de forma gratuita.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O estado deve investir na formação de jovens conscientes, criando novas disciplinas curriculares que discutam, no ensino fundamental, sobre a sexualidade, e em programas informativos permanentes, que utilizem dos meios de comunicação em massa para passar conteúdo sobre os métodos contraceptivos e sobre a importância do diálogo dos pais para com os filhos sobre a sexualidade. Dessa forma, será possível garantir uma conscientização que, de fato, diminua os índices de gravidez na adolescência.