Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/10/2019

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fase da adolescência compreende as idades de 11 a 19 anos e a idade ideal para uma mulher engravidar é dos 20 aos 35 anos. No entanto, a sociedade brasileira enfrenta um problema relacionado ao precoce sexo juvenil irresponsável, pois, o elevado número de gravidezes na adolescência é alarmante e, as consequências disto têm ação a longo prazo. Neste sentido, faz-se mister compreender as causas, efeitos e possível solução para o imbróglio.

Em primeiro lugar, vale salientar que segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil apresenta a maior taxa de gravidez na adolescência da América Latina e as baixas classes sociais apresentam a maioria dos casos de gestantes na fase pré-adulta. Contudo, vários são os fatores que podem levar a uma gravidez na menor idade, entre eles: baixa instrução e pouca educação que levam ao desconhecimento de métodos contraceptivos, ausência de diálogo familiar que pode está relacionado ao medo e a vergonha. Ademais, segundo dados do IBGE, 28% dos nascimentos registrados, em 2015, foram de mulheres com idades entre 10 e 19 anos, e a maioria dos casos foi registrado nas regiões norte e nordeste. Logo, é preciso combater este problema, através de politicas educacionais sobre o tema.

Outrossim, os frutos de uma gravidez indesejada, na tenra idade, podem ter um efeito dominó e comprometer a vida social e econômica da jovem mãe, pois poderá perpetuar um ciclo de pobreza e exclusão social. Uma vez que, a menina poderá ter a sua educação interrompida ou comprometida e por causa disso, ela encontrará dificuldades em inserir-se no mercado de trabalho, além dela correr risco de contrair DST’s, ou ainda, de torna-se mãe solteira e,consequentemente, terá de permanecer morando na residencia dos pais, e depender financeiramente dos deles ou de programs assistenciais do governo. Contudo, este cenário pode ser evitado se as famílias dialogassem sobre o tema e se os jovens buscassem orientação de professores e tutores.

Portanto, conforme disse o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, logo, medidas como a educação escolar e diálogo familiar são necessários para atenuar o problema. Assim, o Governo Federal,por meio do Ministério da Saúde, deve investir em propagandas educativas sobre o tema da prevenção da gravidez através da TV, rádio e mídias sociais com o objetivo de informar os jovens os riscos e problemas de uma gravidez precoce. Além disso, a escola e a família devem promover o diálogo e o debate sobre o tema para que os jovens para que os jovens possam ser orientados e instruídos acerca de plano familiar e profissional.