Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 13/10/2019

A gravidez na adolescência refere-se aos casos de gestação nos quais as mães têm entre 10 a 19 anos de idades. Embora não seja considerado um dos maiores problemas da saúde pública no Brasil, os números de ocorrências ainda são muito preocupantes e levantam debates sobre ações governamentais que podem ser tomadas para reverter este cenário.

Em primeiro plano, deve-se analisar a frequência de acontecimentos e se há um grupo social com maior vulnerabilidade. Segundo o IBGE, um em cada cinco bebês nascidos no país é filho de uma mãe adolescente, além disso, a maioria das gestantes vivem na pobreza. A partir dessas informações é possível observar que a questão em debate está associada diretamente com a desigualdade social do Brasil e com a falta de uma educação sexual, tanto no meio familiar quanto no mio escolar.

Em segundo plano, urge observar as consequências que o problema supracitado pode gerar. Para a jovem, a gravidez pode tornar-se um motivo para o abandono da escola, aumentando a evasão escolar e diminuindo o nível educacional e profissional da população, dando continuidade ao ciclo da pobreza, que irá afetar de forma igualmente negativa a criança que irá nascer.

Sócrates disse uma vez que: “Deve-se educar os pais para que não seja necessário punir os filhos”. Ou seja, a educação é a única forma de impedir a perpetuação do empecilho na sociedade, garantindo um ciclo de gerações conscientizadas e aumentando o desenvolvimento social no país.

Em conclusão, compete ao governo em parceria com o MEC e o Ministério de Saúde a criação de campanhas de conscientização sobre a gravidez na adolescência, assim como a inclusão da educação sexual no currículo do ensino médio, com o objetivo de orientar os jovens sobre o uso de métodos contraceptivos e ensina-los sobre os riscos da prática sexual precocemente.