Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/10/2019
Segundo a Constituição Federal de 1988 todos os indivíduos possuem o direito à saúde e à educação de qualidade. No entanto, esses direitos não são efetivados na prática, visto que o Estado pouco se preocupa com a redução da gravidez na adolescência. Isso se evidencia não só pela falta de uma perspectiva do adolescente com o futuro, mas também pela falta de uma educação sexual.
Inicialmente, a falta de perspectiva com o futuro pelos jovens é fator que determina a permanência da gravidez precoce. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população menos favorecida economicamente e com baixo índice de escolaridade tende a engravidar mais cedo. Isso corrobora o ciclo da desigualdade social no país, pois a adolescente que engravida muitas vezes abandona os estudos e tem problemas para conseguir empregos. Desse modo, são necessárias mudanças para evitar que as jovens de classes menos favorecidas tenham sua vida prejudicada com uma gravidez não planejada.
Além disso, a negligência estatal com a educação sexual dos jovens é motivador da problemática. Os indivíduos que estão começando a vida sexual precisam aprender na escola sobre o correto funcionamento do sistema reprodutivo e a como proceder adequadamente para evitar as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada. Dessa maneira, é inaceitável que em país que tem na carta magna o direito à educação de qualidade, tal assunto não seja tratado como relevante. Portanto, o urge que o Estado apresente medidas para melhorar o quadro atual. Sendo assim, o Ministério da Educação deve criar projetos de ensino de educação sexual nas escolas desde a educação básica, por meio de parceria público-privada, com a participação de psicólogos e educadores com palestras. Espera-se, com isso, que informações essenciais sobre o funcionamento do corpo e dos métodos contraceptivos sejam explicadas e diminua assim a gravidez precoce.