Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/10/2019
O movimento hippie, que aconteceu na década de 60, foi responsável pela quebra dos tabus impostos pela sociedade patriarcal da época, principalmente em relação às práticas sexuais. Na contemporaneidade, o número crescente de casos de gravidez na adolescência mostra que esse assunto ainda é tratado de maneira preconceituosa. Pode-se dizer, então, que a ausência de comunicação intrafamiliar e a inobservância estatal são as principais causas desse cenário.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o diálogo sobre sexualidade no ambiente familiar não é realizado de maneira satisfatória. De acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, 16% dos nascimentos em 2016 foram provenientes de mães adolescentes. Esse número é causado pela falta de comunicação dentro dos lares brasileiros, e como consequência muitos adolescentes desenvolvem problemas sociais e emocionais, como graves casos de depressão e transtornos de ansiedade.
Outrossim, é indubitável a ausência estatal no que tange à falta de políticas públicas direcionadas à educação sexual na fase juvenil. Segundo o filósofo Thomas Hobbes e o conceito de contrato social, o Estado tem a obrigação de proteger e cuidar de seus cidadãos. Entretanto, esse cuidado não é experimentado na prática, visto que os adolescentes engravidam cada vez mais jovens. Devido a esse quadro, a evasão escolar aumenta e consequentemente há um crescimento da marginalização social brasileira.
Portanto, a fim de garantir que haja uma redução do número de casos de gravidez na adolescência, cabe ao Ministério da Saúde, mediante à implantação de palestras - ministradas por psicólogos e sexológos - nas unidades básicas de saúde de cada bairro, capacitar os pais de adolescentes para que haja uma melhora no diálogo dentro da família. Concomitantemente, o Ministério da Educação deverá acrescentar no conteúdo programático escolar do ensino médio, aulas sobre educação sexual. Dessa maneira, o número de jovens conscientes e responsáveis será cada vez maior na sociedade brasileira.