Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/10/2019

Na biologia, o sexo é um mecanismo utilizado por seres sexuados para a reprodução e, por consequência, a perpetuação da espécie. Já na literatura, o sexo é visto como um estreitador de relações entre estes indivíduos ou também como inspiração. Seja como for, na sociedade brasileira, ele é praticado irresponsavelmente por jovens, tornando-se um problema pela possível gravidez indesejada entre o casal, evidenciando a gravidez na adolescência, precoce, como um fator problemático, seja pela falta de incentivo à educação sexual entre os jovens, seja pelo diálogo mínimo sobre o assunto entre os pais e seus filhos.

A priori, é necessário notar um certo descaso do poder público em relação a educação sexual, sendo esta praticamente ignorada no âmbito social. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um quinto das mães dos bebês que nascem no Brasil, possuem entre 15 e 19 anos de idade. Entretanto, uma parte destas gravidez são indesejadas, fruto de uma irresponsabilidade quanto a prevenção sexual, tão bem dissertada na educação sexual, que pouco é explorada nas escolas públicas brasileiras. Além de tudo, essa gravidez inconsciente afeta a vida do jovem, dando a este, ainda em amadurecimento, uma grande responsabilidade, que é a de cuidar de um bebê. portanto, torna-se um problema a ser combatido.

Outrossim, a falta de diálogo entre esses jovens e seus pais potencializa ainda mais essa problemática. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea passa por uma transformação denominada “líquida”,  devido a relativização e volatilidade das relações interpessoais, sendo uma destas relações a paterna. Logo, com a fragilização desta relação tão importante, torna-se ainda mais difícil a comunicação entre o pai e seu filho, responsável pela instrução do seu filho, sobre conselhos que são necessários para evidenciar a necessidade de uma prevenção, seja pela gravidez indesejada ou pelo planejamento de uma construção precoce de uma família. Portanto, evidenciando ainda mais o problema na sociedade tupiniquim.

Deste modo, tornam-se necessárias devidas intervenções. Mormente, o ministério da educação deve, por meio de palestras e informativos, instruir os jovens estudantes sobre o uso de preservativos, para atenuar os possíveis casos de gravidez precoce indesejada. Paralelamente, o poder público, por intermédio das escolas públicas, deve incentivar os pais, através de reuniões periódicas, para conversar com os filhos sobre consequências e problemas de uma gravidez precoce, a fito de diminuir os crescentes casos de gravidez entre os jovens. Sendo assim, o sexo em seu nível mais consciente e seguro será uma escolha lúcida que não irá agravar e interferir nenhuma vida, como é esperado na sociedade brasileira.