Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 15/10/2019

Em sua obra “Utopia”, o escritor inglês Thomas More descreve uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Porém o que se observa na realidade é diametralmente oposto ao que prega o autor, visto que as implicações sociais da gravidez na adolescência apresentam barreiras que impedem a concretização das idéias de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desinformação dos jovens acerca da consequências da gravidez precoce, quanto do tabu que cerca os pais no que tange a educação sexual dos filhos. Portanto, é de fudamental importância a discussão desse tema, a fim de promover o pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que popularização de casos de gravidez na adelescência deriva da baixa atuação dos setores governamentais responsáveis, no que tange a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do estado garantir o bem estar da população, no entanto, isso não acontece no Brasil. Visto que, devido à falta de atuação das autoridades, adolescentes desinformadas acabam sendo mãoes precocemente, o que causa diversos transtornos em suas vidas. Mais notadamente, o afastamento do ambiente escolar, que cria um efeito cascata, posteriormente dificultando o seu acesso ao mercado formal de trabalho. Não obstante, podemos ainda mencionar as implicações fisiológicas de uma gravidez precoce, haja visto que geram consequências preocupantes e duradouras. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que o tabu que cerca a discussão sobre educação sexual também age como promotor do problema, pois acaba por minar comunicação entre pais e filhos sobre do tema, trazendo-nos ao cenário atual, no qual segundo o IBGE, 20% dos recém nascidos são filhos de mães com idade entre 15 e 19 anos. Observa-se que a falta de competência dos orgãos em conscientizar os adolescentes, gera um ciclo vicioso, pois pais que vão foram educados tendem também a não educar seus filhos no futuro, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério. Logo, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.

Dessarte, com o intuito de mitigar os casos de gravidez na adolescência, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos Ministérios da Educação e das Secretarias de Assistência Social, será revertido em campanhas educativas dentro do ambiente escolar, pelo MEC, assim como junto às famílias, pelos agentes sociais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo da gravidez na adolescência e a coletividade alcançará a Utopia de More.