Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 16/10/2019
É de conhecimento geral que, durante a Segunda Guerra Mundial- entre 1939 e 1945-, muitas mulheres assumiram a posição dos homens no mercado de trabalho, o que diminuiu a taxa de natalidade na Europa. Não obstante, hodiernamente, é acentuado o índice de gravidez na adolescência no Brasil. Essa problemática ocorre em razão não apenas da falta de programas preventivos nas escolas, mas também da desigualdade econômica que configura a situação de precariedade de muitos brasileiros. Em primeiro lugar, é válido destacar que o poder público não aplica recursos nas escolas para a criação de disciplinas e projetos de extensão que trabalhem, com os alunos, medidas de prevenção à gravidez.Nesse contexto, segundo a obra “Totem e Tabu” de Sigmund Freud, alguns assuntos são considerados intocáveis, sendo tabus para a sociedade, o que atrapalha o corpo social.De maneira análoga, nota-se isso com a educação sexual nas escolas, assunto pouco debatido e rodeado de conservadorismo, o que vai de encontro à redução da taxa de gravidez, pois essa temática nas escolas é fundamental para auxiliar na prevenção.
Outrossim, observa-se que muitas famílias que vivem à margem da sociedade não encontram facilmente oportunidades profissionais e acadêmicas. De acordo com os dados do (IBGE), a taxa de gravidez na juventude é mais presente entre adolescentes com menores condições financeiras e com baixa escolaridade. Assim, percebe-se que a negligência governamental com a população menos favorecida é um fator que dificulta o seu acesso a elementos- como educação e emprego- necessários para a inserção das mulheres no mercado, levando-as a se dedicarem, ainda jovens, às atividades domésticas, incluindo a maternidade.
Diante disso, urge que o Ministério da Educação, por meio de recursos enviados pelo Estado, atue na criação de projetos nas escolas, sobretudo das periferias, que envolvam palestras com agentes de saúde,visando prioritariamente os alunos do Ensino Médio.A fim de que esse assunto possa ser debatido naturalmente,deixando então de ser um tabu freudiano.