Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 17/10/2019
O filme “Juno” conta a história de uma adolescente norte-americana que engravida e tem que lidar com o preconceito e a insegurança de uma gravidez precoce. Hodiernamente, no Brasil, o número de jovens grávidas cresce progressivamente, no qual configura um grave problema social. Assim, deve-se analisar como a sociedade e o Estado se inserem na problemática em questão.
Nesse contexto, o psicanalista Freud, em sua obra “Totem e Tabu”, afirma que temas sobre os quais a nação tem dificuldades de discutir tornam-se preconceitos. Isso acontece porque a sociedade conceitua o sexo como sendo um fator burocrático, acarretando-se em um tabu.Com isso, as famílias não instruem as meninas ao entrarem para a vida sexual, causando, muitas vezes, a gravidez precoce. Dessa forma, ações governamentais, como o debate acerca da educação sexual na família, são imprescindíveis para a preservação da gravidez precoce no Brasil.
Outrossim, John Locke- teórico contratualista- afirma que o Estado é o gestor dos interesses coletivos e o responsável pela harmonia social. Nesse sentido, a incidência de gravidez na adolescência é mais frequente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica. Esse cenário ocorre porque elas têm poucas opções para evitar a gravidez, visto que essas encontram obstáculos para exercer seus direitos reprodutivos, como a falta de acesso a informação sobre os métodos contraceptivos, falta de orientações sobre educação sexual e a falta de profissionais, como ginecologistas, em hospitais públicos. Logo, o Estado brasileiro deve fomentar medidas não só para a preservação da gravidez na adolescência, mas, também, para arrefecer a exclusão social.
Por conseguinte, é premente que haja medidas governamentais para a redução da gravidez na adolescência no Brasil. Cabe ao Estado, portanto, maior regrador de uma sociedade política, por meio de debates em escolas, universidades e em televisões, fomentar a importância da educação sexual, discutindo sobre como se prevenir e usar os métodos contraceptivos, posto que esses são fatores preponderantes para a diminuição da gravidez precoce. Faz-se preciso, também, que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, invista na contratação de profissionais responsáveis pela saúde reprodutora de uma menina, principalmente em áreas com pouca visibilidade, como áreas interioranas, onde a presença de médicos ginecologistas são pequenas. Só então o Brasil será um país com paz social.