Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 17/10/2019
De acordo com o princípio da responsabilidade do filósofo contemporâneo Hans Jonas, ser ético é quando o indivíduo realiza uma ação pensando nas demais pessoas, e que a sua atitude deve servir de exemplo para as gerações futuras. Contudo, o cenário visto pelas ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência impede que isso aconteça na prática, devido não só à falta de diálogo dos pais com os seus filhos, como também à falha no governo em garantir educação para o seu povo. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que o parente é fator determinante para a falta de orientação desse grupo. Nessa lógica, de acordo com o IBGE, de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre quinze e dezenove anos. Por isso, caso os responsáveis não conversem sobre educação sexual com a sua família, é notório que esse quadro persistirá.
De mesmo modo, destaca-se a dificuldade do Estado em cumprir as leis sobre à cidadania. Nesse sentido, ao contrário do pensamento do filósofo, o governo colabora com atitudes antiéticas a partir do momento em que não realiza o direito social de inclusão definido pela Constituição Federal de 1988. Portanto, é inaceitável que com a alta cobrança de tributos imposta ao cidadão brasileiro, ele não possa contar com os seus direitos.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Saúde, financie projetos em todos os bairros, por meio de médicos e psicólogos, com o intuito de ensinar os jovens à maneira de evitar a gravidez e doenças sexuais, como também, os adultos a orientarem os adolescentes. Espera-se, com isso, promover a conscientização objetivando, assim, que o bem-estar dos envolvidos e o ganho social sejam concretizados.