Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/10/2019
Banalização da contracepção, imprudência, falta de informação. Diversos são os fatores que contribuem para a perpetuação dos altos números nos índices de gravidez na adolescência. Apesar da sutil redução nos últimos anos, os dados mostram que, no Brasil, a quantidade de meninas que se tornam mãe cedo ainda é preocupante. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desse aspecto, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos bebês que nascem têm mães com idade entre 15 e 19 anos. Isso se deve ao fato de que as jovens brasileiras têm sido imprudentes ao fazer sexo e dispensam o uso de métodos contraceptivos. Essas meninas são influenciadas pela cultura da glamourização das relações sexuais “livres”, que no final das contas acabam as aprisionando em um mundo inóspito para adolescentes.
Faz-se mister, ainda, salientar a negligência das escolas nesse processo, já que os estudos das jovens mães são afetados e geram evasão escolar. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o espaço escolar é uma das instâncias de socialização do indivíduo. Logo, não pode se limitar ao conteúdo da sala de aula. Contudo, o dia a dia dos espaços educacionais brasileiros contrariam a ideia defendida por Durkheim e rara são as vezes em que os jovens do país recebem a devida orientação acerca das recomendadas condutas para a boa fluidez da sociedade.
Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizem, rotineiramente, palestras ministradas por profissionais da saúde que tratem da importância dos métodos contraceptivos e das consequências do não uso do mesmo. Dessa forma, mitos sobre a maternidade precoce e o sexo serão quebrados, a evasão escolar devido a esses fatores diminuirá e as adolescentes brasileiras terão a devida orientação para evitar que seus planos para o futuro sejam frustrados por uma gravidez indesejada.