Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 20/10/2019

A educação previne.

Uma jovem de 18 anos chamada Rosie, compartilha seus sonhos e expectativas de vida com o seu melhor amigo Alex, durante o enredo de “Simplesmente Acontece”, porém os planos da adolescente foram interrompidos por uma gravidez inesperada, mesmo sendo uma história de ficção, é uma realidade para muitas garotas hoje. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, 24 mil gestantes em todo o Brasil mostram que dois terços das adolescentes entrevistadas não desejavam a gravidez e tiveram que reprogramar sua vida.

A gravidez precoce pode resultar em muitos problemas, tanto para a mãe quanto para criança, como ocasionar um parto prematuro e depressão pós parto. Um dos grupo mais atingidos por essa problemática é da classe mais pobre, por não ter educação básica e nem sistema de saúde eficaz para oferecer métodos contraceptivos para população local. Além de ser um caso de saúde pública, causa prejuízos à economia, pois o governo gasta por ano mais 4,5 bilhões de reais com as gestações não planejadas, segundo Carolina Sales, médica e professora de ginecologia da USP.

Junto á isso, os tabus que envolvem os pais e os filhos no dialogo, como a falta de liberdade, podem gerar um adolescente sem orientações e encarando a vida sexual sem conhecimento dos métodos de prevenção e as consequências disso. A sexualidade é uma necessidade humana que precisa ser administrada pelos pais durante a juventude, evitando doenças e gravidez indesejada.

Em síntese, conscientizar a população é melhor meio de prevenção para os jovens, o Governo Federal deve atender comunidades e regiões carentes com palestras e aulas, apresentando métodos contraceptivos e consequências da relação sexual sem proteção. Estimular o dialogo entre pais e filhos, e assegurar o direito á educação podem diminuir taxas da natalidade precoce e desigualdades sociais no país.