Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/10/2019

Segundo o escritor irlandês Bernard Shaw, “Ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família”. No entanto, o que se  observa na realidade é oposto, uma vez que as ações governamentais para redução da gravidez na adolescência apresenta barreiras para concretizar esse pensamento. Desse modo, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, haja vista que a educação reflexiva e o cumprimento constitucional são essenciais para contrapor essa problemática.

Nessa circunstância, é importante ressaltar a educação como um propulsor das mudanças sociais. Isso porque ela é responsável por desconstruir padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, refletidos nas ações governamentais para redução da gravidez na adolescência, já que o ensino formal, no Brasil, é deficitário e pouco prepara o cidadão no que tange ao senso crítico para lidar com esse problema. Nessa perspectiva, segundo o site UOL, essa realidade é justificável, já que, por não haver essa uma grade curricular com disciplinas de caráter reflexivo, cerca de 20% dos bebês possuem mães adolescentes, sendo que muitas delas têm seus estudos interrompidos, além de terem seu desenvolvimento físico e mental afetados, pois, com a pouca idade, o organismo não atingiu a idade reprodutiva ideal. Desse modo, urge a necessidade de desenvolver a conscientização estudantil para que a problemática seja minimizada.

Outrossim, é indubitável que a transgressão à Constituição esteja entre as causas do problema. Nessa lógica, o filósofo John Locke afirma que  política deve ser usada para garantir o bem-estar da sociedade. Porém, é notável que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, visto que não proporciona aos cidadãos o devido apoio educacional, sociais e infraestrutural para seu desenvolvimento pleno. Essa lamentável condição de vulnerabilidade a qual encontram-se é percebida na falta de recursos do Estado para combater tal problemática efetivamente, perpetuando, assim, um ciclo de pobreza e exclusão social. Dessa forma, o Estado desconstrói a visão de um regime protetor, causando exclusão e, por conseguinte, a violação do contrato social entre indivíduo e o Governo.

Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Nesse contexto, cabe ao Estado destinar maiores investimentos às escolas, para promover a formação de estudantes mais racionais, por meio de emendas, palestras e debates em grupo, a respeito do tema, visando moldar o pensamento estudantil em relação à gravidez na adolescência. Além disso, junto à mídia, promover campanhas de conscientização em novelas, na radio, revistas, para alcançar o maior números de pessoas possível.