Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 18/10/2019

Segundo o filme americano ‘‘Simplesmente acontece’’, uma moça chamada Rosie tem a sua vida mudada de forma drástica ao engravidar com apenas 17 anos, quando estava fazendo planos para entrar na universidade. Assim como a personagem do filme, muitas adolescentes no Brasil se encontram na mesma situação, de forma que infelizmente, a gravidez nessa época da idade acaba se tornando comum e frequente. Para combater esse evento, é preciso lidar com dois fatores: a desigualdade e a falta de diálogo.

A priori, a desigualdade se dá por meio de uma infraestrutura ruim de moradia, acesso à saúde, à cultura, à uma escolaridade, dentre outros. Essa é a situação de muitas meninas que vivem nas regiões mais humildes do País, estando 35,8% das grávidas no Nordeste, segundo o IBGE. Muitas vezes o sistema de saúde acaba sendo falho por não dar uma orientação eficiente a respeito de uma vida sexual, sendo fundamental que haja políticas públicas combativas.

Ademais, conforme a neurociência nesse período de idade, é quando está sendo formado o córtex pré-frontal, lugar onde é desenvolvido as decisões, o que justifica os desejos impulsivos. Tal fato, junto com a questão de falta de comunicação da família, que não se preocupa e até tem vergonha de falar sobre sexualidade é preocupante. Com base nisso, a pessoa diante dessa situação acaba cometendo atos inconsequentes, que podem levar a gravidez.

Portanto, com o fito de não haver gravidez tão precoce, o governo deve se juntar aos Ministérios da Saúde e Educação, para que haja campanhas, cursos e eventos com participações de médicos, professores e psicólogos para orientar os jovens a respeito dos possíveis problemas com uma vida sexual ativa numa idade dessas.