Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 20/10/2019

No documentário brasileiro chamado “Meninas”, é retratado a gravidez na adolescência. É a história de quatro meninas da cidade do Rio de Janeiro que ficam grávidas e apresentam em comum o fato de possuírem baixa renda e terem seus sonhos anulados pela chegada de um filho. Pode-se observar, no século XXI, a gravidez na adolescência apresenta pouca repercussão, o que dificulta sua redução.

Eventualmente, cabe abordar como a ausência de diálogo sobre relações sexuais com os jovens aumenta os riscos de gravidez. De acordo com Aristóteles, a política deve ser usada como um meio de promoção do avanço social de forma justa e igualitária. Todavia, as escolas não promovem palestras e discussões de educação sexual, o que implica, no jovem, a carência de conhecimento e preparo sobre o assunto. Isso agrava, na maioria dos casos, a vergonha que o adolescente sente em relação aos atos sexuais, o que o impede de conversar com a família sobre formas de prevenção antes de iniciar a vida sexual, ou pedir para que o parceiro use camisinha.

Segundo o Ministério da Saúde, a gravidez na adolescência atinge, em sua maioria, a mulher de baixa renda e periférica. Nesse sentido, nota-se que o contexto social e cultural dos adolescentes origina diferentes significados para a gestação. Por exemplo, a gravidez pode ser usada como estratégia para mudar o status social de uma pessoa, além de que, de acordo com o site Childhood, a periferia é a região com maior índice de gravidez indesejada devido às fortes chances de ocorrer violência sexual.

Logo, diante dos aspectos observados, medidas são necessárias para resolver esse problema. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a mídia, promover a discussão acerca da gravidez precoce, por meio de propagandas e palestras sobre a importância da educação sexual dos jovens, com a finalidade de formar o senso crítico da população a respeito desse assunto.