Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 22/10/2019
Com a chegada da industrialização no Brasil, as mulheres alcançaram seu direito de entrar no mercado de trabalho; esse evento acarretou em uma queda da natalidade que precede até hoje. Porém, quando se trata de adolescentes, o índice de gravidez precoce ainda está acima da média mundial. Nesse sentido, a ação governamental no âmbito educacional e social é necessária para a redução deste dado alarmante na sociedade.
A princípio, é fundamental ressaltar a educação como ferramenta de prevenção da gestação na juventude. Seguindo os preceitos do filósofo alemão Immanuel Kant, em que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, a orientação e a conscientização sobre assuntos relacionados a sexualidade são fundamentais na escola e na família. Entretanto, essas instituições sociais ainda não romperam à barreira do “tabu”, assim, a omissão da educação sexual potencializa tanto a gestação precoce como também a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
Em segundo lugar, o ato de engravidar previamente também deve ser analisado na óptica social. As mulheres mais pobres, e consequentemente com menor acesso à educação de qualidade, são as mais atingidas pela gestação. Essa mudança, muitas vezes, é acompanhada pela ausência de apoio familiar e de políticas públicas que visem o bem-estar do bebê e da mãe. Dessa forma, a adolescente abandona os estudos e/ou sua entrada no mercado de trabalho, ocasionando uma exclusão social que perpetua o ciclo de pobreza dessas famílias e suas gerações.
Fica claro, portanto, que a gravidez na adolescência é uma problemática na população brasileira. É necessário que o Ministério da Educação e cultura promova a introdução de palestras sobre educação sexual nas escolas para alunos e pais com profissionais qualificados que apresentem os métodos contraceptivos e suas aplicações para evitar a uma gravidez indesejada. Cabe aos postos de saúde das comunidades, em curto tempo, acompanhar a grávida desde o pré-natal até o crescimento da criança, inserindo a família em programas assistenciais que quebrem a ciclo da pobreza e da falta de orientação. Quem sabe, assim, a gravidez na juventude poderá ser minimizada no país.