Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 20/10/2019
Gravidez na adolescência é um assunto muito comentado atualmente. Mesmo que na internet se tenha várias informações acerca do sexo inseguro e elas atinjam um público maior de adolescentes, o problema ainda persiste. Pode-se perceber vários problemas, como a falta de conversa com os familiares e a desigualdade social.
Primeiramente, alguns adolescentes apresentam uma vergonha ao falar sobre esses assuntos com algum parente. Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de cada 100 bebês nascidos, 20 são de mães adolescentes. Seja por meio de uma conversa evitada, percebi-se que as jovens se mantenham desinformadas sobre o sexo e as diferentes mudanças de seu corpo no período dos 10 aos 18 anos por acharem que esse assunto influência do ato. É necessário que os pais conversem com seus filhos sobre o uso de contraceptivos e preservativos, para que além da gravidez, ocorra a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis que possam causar danos permanentes à saúde.
Outrossim, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil possui um dos maiores índices de desigualdade social do mundo. Sendo assim, uma considerável parcela de adolescentes, por possuírem uma menor concentração de riquezas recebem uma menor instrução a respeito de prevenções contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis do que as classes mais favorecidas economicamente. A falta de informações nas escolas acaba não influenciando os jovens ao uso de preservativos e contraceptivos o que causa a gravidez indesejada causando a falta do ensino médio em alguns casos. Isso justifica a urgência da atuação do Estado em programas sociais mais inclusivos, que levem informação e auxílio em áreas carentes.
Conclui-se, portanto, que ainda há entraves para garantir que a constituição federal seja efetivada na prática. Logo, cabe o Ministério da Educação ampliar a grade curricular de escolas públicas, para o ensino médio, inserindo a disciplina “educação sexual”, ministrada semanalmente por professores da área de biológicas, no qual irão ensinar sobre os contraceptivos e os meios de evitar a gravidez e doenças. Ademais, faz- se necessário também que o MEC faça mobilização social por meio do engajamento de publicidades na mídia televisiva e digital, que abordem o perigo do desuso dos contraceptivos e estimulem os jovens a se prevenir. Somente assim a constituição será efetivada, é a tese de Freire aplicada.