Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 20/10/2019

No cenário vigente, é notável que, apesar dos casos de gravidez na adolescência estarem reduzindo nos últimos anos, eles continuam a atingir quantidades significativas. Sendo assim, a gravidez precoce torna-se um impasse que requer intervenções públicas, uma vez que esse fenômeno compromete não só a vida da mãe e de sua criança, mas também de toda a esfera social ligada a eles.

Em primeira análise, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Desse modo, torna-se evidente que a educação além de promover uma melhora no caráter, auxilia também em questões como o planejamento familiar, ou seja, a educação pode ser apontada como um fator determinante em relação ao combate à gravidez na adolescência. Logo, uma jovem que recebeu uma educação de qualidade, terá um melhor planejamento familiar e se conscientizará a respeito do uso de métodos contraceptivos, assegurando uma família e uma gravidez mais estruturadas e programas.

Outrossim, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil possui um dos maiores índices de desigualdade social do mundo. Sendo assim, uma considerável parcela de adolescentes, por possuírem uma menor concentração de riquezas recebem uma menor instrução a respeito de prevenções contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis do que as classes mais favorecidas economicamente. Assim, as classes mais pobres tendem a ter mais filhos na adolescência, ocasionando problemas como a evasão escolar das jovens mães, que agravam ainda mais o cenário de desigualdade social no país.

Em suma, a gravidez na adolescência é um problema social que prejudica o bem estar e a organização de diversas famílias, e portanto, requer ações governamentais. Destarte, faz-se necessário que o Estado promova campanhas de conscientização, por meio de palestras escolares a respeito da importância do uso de métodos contraceptivos, a fim de reduzir o índice de fecundação na adolescência. Dessa maneira, as famílias brasileiras terão um maior planejamento familiar, contribuindo para o desenvolvimento social da nação.