Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 22/10/2019
Na obra “Os Miseráveis”, de Vitor Hugo, há a reflexão sobre os impactos de uma gravidez indesejada na adolescência em um mundo extremamente injusto e desigual. Contemporaneamente, esse problema ainda é presente no Brasil, abrindo debates acerca das ações governamentais que podem ajudar a solucionar o impasse, uma vez que as meninas afetadas por ele sofrem com problemas de depressão, além do aumento das desigualdades sociais.
Em princípio, é preciso reconhecer a falta de atuação do governo no que tange à saúde psicológica de adolescentes grávidas. Segundo a OMS, o suicídio é a segunda maior causa de mortes de jovens com idade entre 15 e 24 anos. Dessa forma, adolescentes - que já vivem em constante pressão psicológica de uma sociedade patriarcal - são submetidas a mais dificuldades, sendo muitas vezes tratadas como culpadas e tratadas com julgamento.
Por outro lado, os problemas sociais causados pela gravidez precoce são de igual importância. De acordo com o Inep, os mais afetados pelo desemprego no Brasil são mulheres negras e pobres, a classe social mais frágil. Assim, ocorre a acentuação das desigualdades sociais - que já são expressivas no contexto brasileiro - visto que as mais afetadas são as mais vulneráveis. Com isso, urgem políticas públicas para diminuir os índices de gravidez indesejada infantil.
Em conclusão, é necessário que o Ministério da Educação, com apoio do Ministério da Saúde, proporcione aulas de educação sexual nas escolas públicas brasileiras, por meio de palestras que abordem a utilização de contraceptivos, para que as adolescentes mais economicamente desprivilegiadas adquiram conhecimento crítico sobre o assunto. Destarte, o SUS deve promover apoio psicológico para meninas grávidas para combater os índices de depressão desse grupo. Com essas medidas e o apoio da população, romances como “Os Miseráveis” se tornarão mais fictícios em seus aspectos de retratação de injustiças.