Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 21/10/2019

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Em busca da política”, “nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar ou deixa que esta caia em desuso pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem.” Nesse sentido, tornam-se passíveis de discussão os problemas enfrentados pela sociedade brasileira no que tange a prevenção da gravidez na adolescência. Logo, o poder público e a coletividade devem unir forças para combater não só o tabu educacional escolar, mas também a negligência familiar em relação a educação sexual.

Em primeiro plano, vale ressaltar que as relações sexuais estão acontecendo cada vez mais cedo e ao mesmo tempo falta a educação sexual. No Brasil, a taxa de gravidez na adolescência é maior que a média mundial, sendo a maioria de classe média baixa. Isso ocorre pela falta de palestras nas escolas, que incluam a educação sexual, a qual  foi hierarquizada como um tabu social. De acordo com o IBGE, 25% dos bebês que nascem são de mães de 15 a 19 anos.Com isso, essas meninas são obrigadas a abandonar a escola e a enfrentar problemas, perpetuando um ciclo de pobreza e exclusão social. Desse modo,percebe-se que tais fatos reforçam a necessidade da educação sexual escolar adequada.

Além disso, outro entrave par o combate à gravidez precoce é a inadvertência e desatenção por parte das famílias, o que tem causado sérios riscos de saúde nas gestantes e nos bebês. Segundo o site da UOL, um quinto da mortalidade infantil no Brasil decorre da gravidez na adolescência. Assim sendo, na maioria das vezes essa consequência advém do modo que as adolescentes têm de relatar a sua gestação aos seus responsáveis. Com isso, por não entenderem completamente a situação, demoram fazer o pré natal, gerando riscos para si mesma e para o feto.

Urge, portanto, que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, faça palestras frequentes nas escolas públicas e particulares de todo o país, nas quais visem o ensino de como prevenir a gravidez e relatando as consequências que ela pode acarretar na vida social do jovem. Assim, esses alunos terão mais conhecimento sobre o próprio corpo e poderão se prevenir ao começarem a ter relações sexuais, diminuindo os riscos de gravidez indesejada. Ademais, o mesmo governo, por intermédio do Ministério da saúde, deve criar uma rotina de acompanhamento dos assistentes sociais nas casas de regiões periféricas, para que esses profissionais alertem os pais sobre a importância de conversar com seus filhos sobre a vida sexual e as cautelas que eles devem ter. Com isso, esses adolescentes estarão mais atentos também a relatarem sobre gravidez e abusos sexuais, dando à família a oportunidade de tomar os devidos cuidados paliativos. Destarte, com ações conjuntas entre instituições públicas e civis o país dará passos mais firmes na direção de um futuro melhor.