Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 23/10/2019

No livro “Confissões de Adolescente” de Maria Mariana é retratado o drama vivenciado pela personagem Alice, que engravidou aos 16 anos. Fora da ficção, a gravidez na adolescência é uma realidade problemática apresentada no Brasil, causada pela desigualdade social e desenformação sobre sexualidade.

Primeiramente, segundo o filósofo Emanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Porém as escolas brasileiras ignoram esse princípio e não priorizam a educação sexual  da adolescente, deixando as jovens vulneráveis a praticarem sexo desprotegido e engravidarem precocemente. Esse fato é refletido nas estatísticas do site Brasil Escola, no qual menos de 20% das escolas públicas brasileiras têm aulas de educação sexual.

Ademais, a desigualdade social é um fator que aumenta as chances de uma gravidez precoce. É ofertada para as meninas com melhores condições socioeconômicas uma melhor educação, que as permite criar perspectivas de vida que não se restringem a maternidade, assim providenciam os cuidados necessários para o início de uma vida sexual segura com uso de contraceptivos e acompanhamento ginecológico. Desse modo, a maternidade entre as adolescentes em estado de vulnerabilidade social é maior.

À luz dos fatos superpostos certas medidas devem ser tomadas, como: o Estado em parceria com o Ministério da Educação necessitam incluir aulas de educação sexual nas escolas públicas, com profissionais da saúde apresentando os métodos anticoncepcionais, o risco de gravidez durante o sexo não seguro e suas possíveis consequências para as adolescentes em fase reprodutiva. Essas aulas possuem o intuito de conscientizá-las sobre o assunto, evitando uma gestação precoce. Além disso, o também devem disponibilizar aulas de “projeto de vida”, nas quais as jovem são estimuladas a pensar sobre seu futuro, por meio de palestras com mulheres das mais diversas áreas profissionais, com o objetivo de despertar nessas meninas uma perspectiva não restrita apenas a maternidade, como consequência, adiando a experiência de ser mãe.