Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/10/2019
A gravidez na adolescência é um evento comum pelas periferias brasileiras, em que a maioria dos seus moradores não recebe educação de qualidade, ou, sequer, foi educado. Assim, a falta de informação é um dos maiores agravantes dos números de gravidez precoce. Aliado a isso, a cultura machista de que homens não tem a responsabilidade equivalente a de mulheres com seus filhos gera uma sobrecarga para que essas meninas preocupem-se com a gravidez precoce sozinhas.
Em primeira instância, constatamos que o fato dos homens serem menos responsabilizados na criação dos filhos e não entenderem as dificuldades físicas e sociais de uma gravidez precoce, deixam para que as mulheres se preocupem sozinhas com a prevenção da gravidez, o que dificulta a sua eficácia. Com isso, evidencia-se a cultura machista ignorada, muitas vezes, pelas escolas e reforçada pelas leis que aceitam que a presença masculina na vida de seus filhos seja periódica e através apenas de ajuda financeira.
Em segunda instância, temos a falta de informação como problema central para a redução da gravidez na adolescência. Isso vem de um déficit educacional no país, em que torna-se hereditário famílias que abandonam os estudos para trabalhar, ou recebem educação de má qualidade - o que descumpre o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma vez que este exige que crianças e adolescentes estejam nas escolas. Com isso, esses adolescentes desconhecem sobre métodos contraceptivos e os riscos de problemas físicos, psicológicos e sociais de engravidar na adolescência.
Faz-se necessário, portanto, a intervenção do estado através do poder Legislativo, para que homens sejam igualmente responsáveis, por meio de leis, pelo pré-natal e criação dos filhos. Afim de que os homens sintam a mesma preocupação com prevenção a gravidez que as mulheres. Além disso, a mídia, com apoio do Ministério da Saúde, divulgue por meio de campanhas em redes sociais, como Instagram, Facebook e Twitter, informações sobre os riscos físicos, psicológicos e sociais de uma gravidez precoce, para que haja uma redução da gravidez na adolescência.