Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/10/2019

Com mais de 200 milhões de habitantes atualmente, o Brasil é um país continental, e devido a estes altos números, a questão da educação sexual é um tópico, o qual deve ser muito bem explorado. No entanto isso não acontece em prática, a gravidez durante a adolescência é uma triste realidade, que permeia os jovens brasileiros, e visto que, problemas sociais depreendem-se desta causa, seu debate torna-se intrínseco. Nesse sentido, família e saúde, são fatores importantes na avaliação do problema.

Indubitavelmente, a família é de grande importância na vida do jovem, e a mediação da educação sexual durante o período de puberdade, é medida que relaciona responsabilidade e prevenção. Porém, dados do site senado.leg.br, mostram que a gravidez prematura, prevalece em famílias de baixa renda, e em áreas de periferia, assim pressupondo-se, que o ambiente familiar sofre com carências e instabilidades, consequentemente, resultando na gestação precoce. Isso é prejudicial à vida do jovem, uma vez que resultará em problemas escolares, sociais e psicológicos.

Hodiernamente, o período pré-parto, é um momento de grande relevância para a mãe, pois é necessário a conclusão de roteiros de saúde, tal como o pré natal. A Constituição Brasileira de 1988, prevê direito à segurança, saúde e bem-estar social à todos, sendo imprescindível a sua prática,  e dado que mães jovens são inexperientes, no que se refere à atenção e cuidados à crianças, há o surgimento de outra problemática, pois a saúde do recém nascido acaba em pauta, pondo em risco a prática da lei.

Diante dos fatos supracitados, é possível parafrasear o educador Paulo Freire, o qual afirma: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Nessa lógica, é necessário que o Governo em parceria com o Ministério da Educação (MEC), promova políticas públicas, tais quais debates e palestras em meio escolar e acadêmico, pautadas no tema “Educação Sexual”, assim como evidenciar causas e consequências de uma gravidez prematura. E por fim visando a garantia plena da Constituição para todos jovens brasileiros.