Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 22/10/2019

Durante o período colonial brasileiro, as adolescentes escravas eram abusadas sexualmente pelos senhores de engenho e, devido à falta de anticoncepcionais, engravidavam. Apesar da escravidão já ter sido abolida, esse fato não se distancia da realidade hodierna, visto que a gravidez precoce ainda é um grande problema a ser combatido no Brasil. Analisar fatos como a desestruturação familiar e a falta de informação sobre os métodos contraceptivos, podem ser cruciais na formulação de maneiras que atenuem a problemática.

Em primeira instancia, é notório que a insuficiência de diálogo e apoio familiar é uma das grandes causas do problema. Em um episódio da série televisiva “Grey’s anatomy”, a adolescente Betty Nelson engravida de um traficante, e com medo de sua família, resolve fugir de casa. Fora da ficção, esse é um caso muito recorrente, onde a carência da família, antes da gravidez - com conversas e conselhos acerca do tema - e depois - com apoio e ajuda - é uma grande causa do empecilho.

Ademais, a falta de informação sobre os métodos contraceptivos pelos adolescentes é outra causa do problema abortado. Nesse sentido, Habermas, filósofo e sociólogo alemão, traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que a gestação precoce seja reduzida, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Dessa forma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço pra problemática na sociedade brasileira. O Governo Federal, por intermédio do MEC, deve providenciar palestras e rodas de debates e conversação nas escolas, com a participação de professores e especialistas da área, para os alunos e as famílias, a fim de que sejam conscientizados e informados sobre o tema. Assim, atenuar-se-á o impacto nocivo da gravidez prévia na coletividade brasileira.